sexta-feira, 30 de novembro de 2007

POESIA - RICARDO SILVESTRIN




palavra não é coisa
que se diga
quem toma a palavra
pela coisa
diz palavra com palavra
mas não diz coisa com coisa
a palavra pode ser pesada
a coisa, leve
e vice-versa não é coisa alguma
a palavra coisa
não é a coisa palavra
palavra e coisa
jamais serão a mesma coisa

Ricardo Silvestrin (Porto Alegre, 1963). Poeta. Formado em Letras, UFRGS/1985. Professor de Literatura do Curso de Pós-Graduação da UniRitter, Universidade Ritter dos Reis (Módulo de Teoria e Prática da Poesia, Curso de Pós-Graduação Lato Sensu, Práticas Textuais). Diretor de Criação e Estratégia da agência de publicidade Globalcomm. Editor da ameop — ame o poema editora. Colunista do Segundo Caderno do Jornal Zero Hora. Integra o grupo musical os poETs.

No próximo post eu coloco o site dele, pois vi que estava fora do ar.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

LIVRO DO TIM MAIA



Autodefinido "preto, gordo e cafajeste, formado em cornologia, sofrências e deficiências capilares", o tijucano Tim Maia integrou o funk e o soul aos ritmos brasileiros, criou um estilo único e exuberante e se tornou um dos artistas mais querido do público, da crítica e principalmente de outros artistas de diversos gêneros e gerações. Cantor extraordinário, de voz potente e fabuloso sentido rítmico, além de incontáveis sucessos que até hoje animam festas e embalam romances, Tim criou também um dos mais hilariantes personagens do Brasil moderno, o "síndico" anárquico, polemico e indomável, desafiando a lei e a ordem em nome da música e da liberdade. Como raros artistas brasileiros, Tim sempre fez apenas o que queria, com quem e quando queria, do jeito que queria. E pagou o preço da sua liberdade e independência com inúmeras brigas e processos judiciais com gravadoras e empresários, se tornando um dos primeiros músicos brasileiros a ter sua própria gravadora e controle total de sua carreira. O jornalista e produtor musical Nelson Motta foi amigo e fã de Tim desde 1969, quando produziu o seu histórico dueto com Elis Regina, até 1997, em Nova York, poucos meses antes de sua morte. Sem censura, sem restrições e sem julgamentos, fiel à memória rebelde, desbocada e transgressora de Tim Maia, Nelson narra com paixão e irreverência a sua carreira brilhante e sua vida turbulenta, esperando que, como na canção de Caetano Veloso, tudo saia como o som de Tim Maia.

Título: Vale Tudo
Autor: Nelson Motta

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

O QUE É FUNK?




Resolvi manifestar-me no blog sobre a palavra e a música FUNK, uma porque é o meu estilo musical preferido (quem está lendo deve achar, FUNK "meu Deus o biel é loko mesmo") outra para poder dizer que Funk e Funk Carioca não tem o mesmo significado e também para responder perguntas de pessoas que ainda insistem em achar que eu gosto de Heavy Metal, Trash, Emocore (acho que é assim que se escreve, pois não me prestei em botar no google para pesquisar esta coisa), mas deve ser pelo fato de eu ter cabelo comprido. rsrsrsrsrsrsrsr =: )

Bom, então lá vai uma rajada de informações para quem ainda não prestigiou ou ainda não tenha percebido que o FUNK está em seus movimentos e não na dancinha de bundinha.

Funk

O Funk é um estilo bem característico da música negra norte-americana, desenvolvido por artistas como James Brown e por seus músicos, especialmente Maceo Parker e Melvin Parker.

O funk pode ser melhor reconhecido por seu ritmo sincopado, pelos vocais de alguns de seus cantores e grupos (como Cameo, ou os Bar-Kays). E ainda pela forte e rítmica seção de metais, pela percussão marcante e ritmo dançante, e a forte influência do jazz (como exemplos, as músicas de Herbie Hancock, George Duke, Eddie Harris e outros).

Origem do funk

Os músicos negros norte-americanos primeiramente chamavam de funk à música com um ritmo mais suave. Esta forma inicial de música estabeleceu o padrão para músicos posteriores: uma música com um ritmo mais lento, sexy, solto, orientado para frases musicais repetidas (riffs) e principalmente dançante. Funky era um adjetivo típico da língua inglesa para descrever estas qualidades. Nas jam sessions, os músicos costumavam encorajar outros a "apimentar" mais as músicas, dizendo: Now, put some stank (stink/funk) on it!" (algo como "coloque mais 'funk' nisso!"). Num jazz de Mezz Mezzrow dos anos 30, Funky Butt, a palavra já aparecia.

Devido à conotação sexual original, a palavra funk era normalmente considerada indecente. Até o fim dos anos 50 e início dos 60, quando "funk" e "funky" eram cada vez mais usadas no contexto da soul music, as palavras ainda eram consideradas indelicadas e inapropriadas para uso em conversas educadas.

A essência da expressão musical negra norte-americana tem suas raízes nos spirituals, nas canções de trabalho, nos gritos de louvor, no gospel e no blues. Na música mais contemporânea, o gospel, o blues e suas variantes tendem a fundir-se. O funk se torna assim um amálgama do soul, do jazz e do R&B.

Década de 1970 e atualidade


Foto: George Clinton e Bootsy Collins

Nos anos 70, George Clinton, com suas bandas Parliament, e, posteriormente, Funkadelic, desenvolveu um tipo de funk mais pesado, influenciado pela psicodelia. As duas bandas tinham músicos em comum, o que as tornou conhecidas como 'Funkadelic-Parliament'. O surgimento do Funkadelic-Parliament deu origem ao chamado P-Funk', que se referia tanto à banda quanto ao subgênero que desenvolveu.

Outros grupos de funk que surgiram nos anos 70 incluem: B.T. Express, Commodores, Earth Wind & Fire, War, Lakeside, Brass Construction, Kool & The Gang, Chic, Fatback, The Gap Band, Instant Funk, The Brothers Johnson, Skyy, e músicos/cantores como Rick James, Chaka Khan, Tom Browne, Kurtis Blow (um dos precursores do rap), e os popstars Michael Jackson e Prince.

Nos anos 80 o funk tradicional perdeu um pouco da popularidade nos EUA, à medida em que as bandas se tornavam mais comerciais e a música mais eletrônica. Seus derivados, o rap e o hip hop, porém, começaram a se espalhar, com bandas como Sugarhill Gang e Soulsonic Force. A partir do final dos anos 80, com a disseminação dos samplers, partes de antigos sucessos de funk (principalmente dos vocais de James Brown) começaram a ser copiados para outras músicas pelo novo fenômeno das pistas de dança, a house music.

Nesta época surgiu também algumas derivações do funk como o Miami Bass, DEF, Funk Melody e o Freestyle que também faziam grande uso de samplers e baterias eletrônicas. Tais ritmos se tornaram combustível para os movimentos Break e Hip Hop.

Os anos 80 viram também surgir o chamado funk-metal, uma fusão entre guitarras distorcidas de heavy-metal e a batida do funk, em grupos brancos como Red Hot Chili Peppers e Faith No More.

No Brasil, o Funk americano recebeu muitas influências e modificações, tornando-se uma vertente totalmente nacional, é o Funk carioca, que nasceu nos bailes dançantes das favelas cariocas e se propagou para o resto do Brasil e do mundo.

* Oringens estilísticas: A partir da soul music, com uma batida mais pronunciada e influências do R&B, do rock e da música psicodélica.
* Contexto cultural: final da década de 1960, Estados Unidos da América
Instrumentos típicos: raps e vocalistas (predominante), percussão
* Popularidade: década de 1970, com revivamento no hip hop e funk metal

Fonte: Wikpédia

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