terça-feira, 18 de novembro de 2008

FACTÓTUM, BUKOWSKI

Na minha tour pelo nordeste, consegui ler o meu primeiro livro do "Bukowski", Factótum. Confesso que gostei. Na real eu sou tão fanático pelo Beat's que acabei deixando o Bukowski para ler mais tarde. Agora sei que tenho vários títulos dele pra ler, pois só lá no Spiff eu peguei vários pra dar umas rabiscadas. E confesso, gostei mesmo!

Não achei o cara escrachado como dizem, pode ser que esta literatura que peguei não seja nesta linha, mas curti pelo fato ser biográfico, e quase nem gosto de biografia.

Na real pelo que eu pesquisei, a biografia se trata de um alter ego do autor em cima do personagem Henry Chinaski. Ele vive sem emprego, sem profissão nem perspectiva, cruza o país, arranjando bicos e trampos, fazendo de tudo um pouco - dae o nome do livro -, na tentativa de substituir com empregos que não interponham entre ele e seu amor: escrever:

Em meio a tragos, perambulações por ruas marginais, tentativas de ser publicado, vivendo da mão para a boca, o autor iniciante Henry Chinaski come o pão que o diabo amassou.

Tá aí uma boa literatura para quem gosta de Bukowski ou pra quem vai começar a lê-lo.

foto by: biel souza

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Factótum
Classificação morfossintática:
- [factótum] substantivo masculino singular.
Sinônimos: faz-tudo.
Antônimos: ...
Palavras relacionadas: pau-para-toda-obra.


notas
a. Indivíduo incumbido de todos os negócios de outrem:
b. Pessoa indispensável.
c. Irônico: Aquele que se julga ou mostra capaz de tudo fazer, de tudo resolver.

Aquele político é visto como um factótum por seus desafetos; acha que pode tudo, que de tudo sabe e que tudo pode fazer.

terça-feira, 1 de julho de 2008

GEORGE CLINTON NA ÁREA

Um dos mestres do Funk mundial, o cantor George Clinton, revelou detalhes sobre seu próximo álbum. O novo trabalho trará participações especiais de famosos artistas da música como Carlos Santana, os integrates do Red Hot Chili Peppers, El DeCarge, Sly Stone, RZA, o baixista do System of a Down, Shavo Odadjian, e a cantora gospel Kim Burrell.

O álbum recebeu o nome de “George Clinton and Some Gangsters of Love” e o lançamento está agendado para 16 de setembro. O repertório do disco terá versões de músicas de outros artistas como “Let the Good Times Roll”, de Shirley & Lee, com participação dos Chili Peppers, “Never, Never Gonna Give You Up”, de Barry White, “Pledging My Love”, de Johnny Ace, entre outras.

Além de regravações, o novo álbum também terá uma canção inédita, “Matehematics of Love”, que conta com a participação da cantora Kim Burrell.

Clinton também pretende lançar no inicio de 2009 um novo álbum do P-Funk, grupo com integrantes do Parliament-Funkadelic. No próximo dia 22 o grupo deve fazer uma apresentação em Los Angeles, em comemoração aos 40 anos de formação da banda.

Fonte: Canal Pop

sexta-feira, 11 de abril de 2008

JACK KEROUAC

Conforme minhas pesquisas, descobri que até umas músicas Kerouac fazia na época "On the Road". Lou Reed que se cuide hein! rsrsrsrsrss




On The Road
(Song by Jack Kerouac)

I left New York in 1949
To go across the country without a bad blame dime
Montana in the cold cold fall
Found my father in the gambling hall

Father, Father where you been?
I’ve been out in the world and I’m only ten
Father, Father where you been?
I’ve been out in the world and I’m only ten

Don’t worry about me if I should die of pleurisy

Across to Mississippi, across to Tennessee
Across the Niagara, home I’ll never be
Home in ol’ Medora, home in Ol’ Truckee
Apalachicola, home I’ll never be

Better or for worse, thick and thin
Like being married to the Little poor man
God he loves me (God he loves me)
Just like I love him (just like I love him)
I want you to do (I want you to do)
Just the same for him (just the same for him, yeah)

Well the worms eat away but don’t worry watch the wind
So I left Monatana on an old freight train (on an old freight train)
The night my father died in the cold cold rain (in the cold cold rain)

Road to Opelousas, road to Wounded Knee
Road to Ogallala home I’ll never be
Road to Oklahoma, road to El Cahon
Road to Tahachapi, road to San Antone

Hey, hey

Road to Opelousas, road to Wounded Knee
Road to Ogallala, home I’ll never be
Road to Oklahoma, road to El Cahon
Road to Tahachapi, road to San Antone

Home I’ll never be, home I’ll never be
Home I’ll never be, home I’ll never be
Home I’ll never be, home I’ll never be

BURROUGHS & NIKE?

Achei muito boa esta propaganda que a Nike fez com William Burroughs.

quarta-feira, 5 de março de 2008

INÉDITAS DO TIM MAIA

Como o papo agora é a descoberta do Tim Maia Racional - Vol. 3. Resolvi postar esta matéria feita pelo Sérgio Teixeira Jr. da Revista Abril.

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Essa é uma história de sexo, drogas, funk'n'soul e vazamento de um material histórico na internet.

OK, tem um pouco de exagero. Só um pouco. :)

Apareceram na internet cinco faixas inéditas de Tim Maia. São gravações da fase racional, a mais maluca da vida maluca de Maia feitas em época desconhecida. Para quem é fã de Tim Maia, isso é uma bomba.

Os nomes das músicas são referência à fase racional de Tim Maia, mas aparentemente as gravações não são daquela época. Já têm influências de disco, um som que só viria a fazer sucesso anos depois.

(Um pequeno parêntese musical. Nos anos 1970, Tim Maia aderiu a uma seita esotérica, que envolvia discos voadores e idéias de salvação por meio da "cultura racional", o que quer que isso signifique. Foi justamente nessa fase de sua vida, de pouco mais de um ano, que ele lançou uma de suas obras-primas, talvez seu melhor disco: Tim Maia Racional. Uma das faixas mais famosas dessa época, que foi lançada num compacto, "Ela Partiu", é a base de "Homem na Estrada", dos Racionais MCs. Logo após desistir da seita, Tim Maia renegou o que produziu naquele período. Se recusava a falar daqueles tempos e nunca mais tocou as músicas que estão no disco. Até ter um relançamento oficial em CD alguns anos atrás, só existiam cópias em vinil, que eram vendidas por 150, 200 reais -- ou muito mais que isso, em sebos no exterior. As músicas são sensacionais, consideradas por músicos brasileiros e estrangeiros o melhor que Tim Maia fez em sua carreira. Fim do parêntese.)

Sempre houve rumores de que haveria mais material daquelas sessões de gravação, mas elas nunca tinham sido ouvidas, até ontem. Aparentemente, não havia mais nada, mesmo. Mas existem outras músicas inéditas. E eu tinha todas elas em casa havia alguns anos. Elas estão num CD-R que foi dado para a minha mulher por Dudu Marote, um produtor musical de São Paulo. Ele teve acesso ao material histórico por acaso, como sempre acontece com esse tipo de descoberta. As músicas não são grande coisa, pois parecem mais sobras de estúdio, faixas que foram gravadas mas nunca finalizadas. Marote teve acesso às fitas originais, fez uma mixagem rápida e inventou os nomes para cada uma das faixas. Para referência própria, e só para isso, ele inventou nomes ligados à fase racional, e é por isso que em alguns blogs já se fala em Tim Maia Racional 3. (Marote conta a história inteira em seu blog.) Mesmo que não estejam à altura do que chegou ao álbum, O material tem valor histórico, então é claro que eu e minha mulher nunca pensamos em transformar as músicas em MP3, muito menos distribuí-las pela internet.

Mas agora elas caíram na rede. Eu descobri isso também por acaso, ontem, seguindo um link postado no Twitter. Ele me levou a um blog, que apontava para um site de downloads. É um site anônimo, ou seja, não dá para saber quem colocou as faixas lá. Assim que confirmei com minha mulher que as faixas eram as mesmas que estavam no CD, entramos em contato com Marote. Ele confirmou que eram as músicas que ele mixou e batizou. Não faz idéia de como elas vazaram, pois ele deu as músicas para poucas pessoas.

Marote diz que não está chateado com o vazamento. Não faz idéia de como as músicas foram parar na internet. "Dei cópias para dez pessoas, no máximo, então foi alguém de minha confiança ou algum amigo do amigo." Não vou colocar o link para o download aqui, mas garanto que em uma pesquisa rápida no Google você encontra.

É mais um caso típico, trivial até, de vazamento de material na internet. Alguém põe as mãos em um material valioso e faz um upload. Coisa de cinco minutos. Mas a história toda pode ter um lado positivo. Marote já tinha tentado, sem sucesso, lançar o material por alguma gravadora. Além das cinco faixas que estão circulando, existem outras. Elas podem ser mixadas profissionalmente e lançadas em CD, pois agora talvez haja um interesse renovado. Ou não. Como ele escreveu no blog, "está na net, está no mundo, é isso".

PS 1: A propósito, recomendo vivamente a biografia escrita por Nelson Motta, que li nas férias de fim de ano. O livro traz de volta o vozeirão piadista e melancólico de Tim Maia. O site do livro também é ótimo e tem dezenas de músicas. Vale a visita.

PS 2: No site da Abril.com tem um especial com muitas informações sobre o Tim Maia.

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Veja também:

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

DIÁRIOS DE KEROUAC


Acabei de ler 'Diários de Jack Kerouac, 1947-1954', vai ser uma postagem meia longa porque quero testemunhar os pensamentos, buscas e ânsias de um jovem que desejava romper as barreiras de um mundo dito civilizado. O livro mostra que o lirismo ácido e o ritmo do bop estavam muito presentes na vida do escritor. Este diário possui as anotações reais que serviram de base para os clássicos “On The Road” e “The Town and the City”.



REFERÊNCIA

O Jack Kerouac mais conhecido é aquela figura dos romances autobiográficos do autor, meio bad boy, meio anjo torto. E, no entanto, somente os seus diários íntimos - até hoje inéditos em livro -, nos quais ele desvendou seus sentimentos mais recônditos, revelam o verdadeiro Kerouac - o seu eu mais real, mais honesto e filosófico. Em 'Diários de Jack Kerouac, 1947-1954', o historiador Douglas Brinkley reuniu uma seleção de anotações dos diários escritos durante o período mais crucial da intrépida vida do romancista, começando em 1947, quando ele tinha 25 anos, e seguindo até 1954. Um verdadeiro retrato do artista quando jovem, estes diários mostram uma alma sensível mapeando seus próprios progressos como escritor e digerindo os seus mais importantes precursores literários, como Dostoiévski, Tolstói, Mark Twain, Céline, entre outros.

Eis Kerouac como um faminto e jovem escritor que luta para aperfeiçoar e terminar seu primeiro romance, The Town and the City, ao mesmo tempo em que constrói importantes amizades, com Allen Ginsberg, William S. Burroughs e Neal Cassady. Eis, também, Kerouac em pleno processo de gestação daquela que seria considerada sua obra máxima, On the road, na qual começou a trabalhar em 1957. Nestas páginas confessionais, o leitor vai encontrar relatada grande parte dos acontecimentos imortalizados em On the road, a eterna e iluminada devoção do escritor por um catolicismo místico, histórias das suas viagens pelos quatro cantos dos Estados Unidos, seu amor por uma América transcendental e anotações de idéias para inúmeros textos, além da sua crônica e tocante melancolia. Além do monstro sagrado, que tinha a implacável convicção de que logo haveria “uma nova grande revolução da alma”, vemos um jovem como tantos outros, cheio de dúvidas e medos, preocupado em arranjar uma namorada. Conforme fica claro na introdução, este livro “traz provas definitivas do profundo desejo de Kerouac de tornar-se um grande e duradouro romancista americano. Repletas de inocência juvenil e da luta para amadurecer e fazer sentido em um mundo de pecados, estas páginas revelam um artista sincero tentando descobrir sua própria voz”. Revelam, enfim, a alma e os sentimentos por trás de On the road e de outras tantas obras que transformaram a literatura e o pensamento do século XX.

Trecho do livro:
“Segunda-feira, 23 de agosto de 1948
Quanto a mim, a base da minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do devido trabalho, claro) – e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. Eu digo que eles não merecem nada além de desprezo por isso, e a próxima coisa, claro, eles todos estarão marchando para alguma guerra aniquiladora que seus líderes corruptos começarão para manter as aparências (decência e honra) e “fechar as contas”. (...) Caguei para os russos, caguei para os americanos, caguei para todo mundo. Vou viver a vida do meu jeito “preguiçoso coisa ruim”, é isso o que eu vou fazer.”

CITAÇÕES

"Estes Diários são um must para qualquer um que se interesse por Kerouac e pelo beats. Mais do que isso: destina-se a todos nós que temos curiosidade sobre uma época em que a inocência ainda era uma possibilidade. Ler os pensamentos, as esperanças e os sonhos de Kerouac nos leva de volta às coisas importantes da vida: viver, amar, respirar, pensar, ter esperança, se importar, sonhar, rir e ir em frente, sempre."
Johnny Depp

“Os diários de Kerouac me fazem lembrar de uma época, nem tão distante assim, quando ainda havia algumas pessoas apaixonadamente sensíveis à escrita e ao ato de escrever. Hoje elas estão extintas.”
Kurt Vonnegut

“Estes diários são uma fonte essencial de informações para os estudiosos da literatura norte-americana, mas a força da personalidade de Kerouac faz deles uma leitura absorvente para os fãs em geral.”
Publishers Weekly


Dados do livro
Título:
Diários de Jack Kerouac 1947-1954
ISBN: 8525414840
Idioma: Português.
Páginas: 359
Ano da obra: 2004
Outras informações: Edição e Introdução de Douglas Brinkley
Ano de Edição: 2006
Autor: Jack Kerouac
Tradutor: Edmundo Barreiros

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

MONTY PYTHON


Monty Python
A Piada Mais Engraçada do Mundo


Monty python
Black knight (Star Wars)


Monty Python
Buying a Bed (Mattress)


Com o tempo vou postando mais vídeos do Monty Phyton.