quinta-feira, 28 de agosto de 2008

AI SE SÊSSE

Como o meu blog tem uma categoria de poemas, resolvi postar esta poesia/letra que achei muito legal da banda "Cordel Do Fogo Encantado".

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

ASSISTI: CONTROL

Assisti o longa-metragem Control - Vida de Ian Curtis, vocalista do Joy Division. Achei excelente o filme, apesar das dosagens de drama. Agora a coisa que mais me chamou anteção foi a performance de Sam Riley, como Ian Curtis, me impressionou mesmo. O ator repete todos os gestos do cantor, só assistindo alguns vídeos no YouTube do Joy Division pra depois ver o filme e ver que realmente o Riley se puxa.

O Filme é com poucos diálogos e trilha sonora da melhor qualidade. O filme é em preto e branco com pequenas narrativas da curta vida de Ian Curtis, enquanto ele se equilibrava entre a banda britânica Joy Division, sua mulher Debbie e sua amante Annick.

A direção é assinada pelo cineasta holandês Anton Corbijn, fotógrafo, especializado em música e responsável pelas fotos mais famosas do Joy Division, também em preto e branco.Esta é sua estréia em longa de ficção, embora já tenha rodado videoclipes do Depeche Mode, Johnny Cash, U2 e Nirvana.

O longa é inspirado na obra "Touching from a Distance", escrita por Deborah Curtis, viúva de Ian. Control
mostra a carreira e a vida particular do músico que se suicidou com apenas 23 anos, um dia antes do início da primeira turnê da banda pelos Estados Unidos.

O Joy Division foi formado em Manchester, no final dos anos 1970, em meio a shows de David Bowie, Sex Pistols e Buzzcoks, referências presentes no filme. Com a morte do vocalista, a banda deu origem ao New Order.

O papel principal é do ator desconhecido Sam Riley, que é também cantor e guarda uma estranha semelhança com Curtis, inclusive quando dança no palco, em um transe mais parecido com seus ataques epiléticos.
O filme também mostra que Curtis se casou muito jovem e tivera uma filha, a qual ele ignora solenemente no filme.

O roteiro mostra o amor de Curtis pela jornalista amadora Annick Honoré, Curtis não consegue ficar longe de Debbie. Ao saber da amante, ela ameaça com o divórcio, mas ele pede para ela desistir.
Entre as dúvidas do coração, o sucesso estressante da banda e os constantes ataques epiléticos, Curtis se enforca na cozinha de sua casa, um dia antes do embarque do Joy Division para a primeira turnê nos Estados Unidos, em 1980.

Se você acha que o filme é só loucura, está enganado. Control passa longe do estereótipo "sexo, drogas e rock and roll". Curtis, de fato, carrega na mochila seus vidros de remédios, mas para tentar conter sua epilepsia. E a única cena de sexo se passa debaixo do cobertor e termina com Curtis chorando, talvez atravessado pela culpa da traição.

Todas as músicas interpretadas no filme contam com legendas em português.

Bom, eu sou suspeito de falar de Joy Division, pois gosto muito da banda, acho as letras de Curtis uma obra-prima. Ele era um ótimo poeta e me lembra muito do geito que Henry Muller escrevia. Eu achei este longa melhor do que o "24hs Party People" que também fiz um breve cometário aqui no blog.

Então pra quem gosta de Joy Division e toda aquela cena pos-punk, fica ai a dica do filme "Control", que sem dúvida é um dos melhores documentários que já vi sobre o Ian Curtis.

Trailer - Control

Link do Vídeo

Entrevista com o diretor Anton Corjbin sobre o longa