segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

MACHETE

Há um tempo atrás um amigo do coração (Bruno Köehn), me indicou o último filme produzido por Robert Rodriguez (Planeta Terror). Porra! o filme é muito louco, consegue superar o "Planeta Terror" que é trash do trash do cinema. Eu como gosto de filme louco e com muitas citações, achei o filme genial. Como sempre Roodriguez nunca erra em seus roteiros e produções. Tem cenas que tu morri rindo.
O filme tem um baita elenco: Danny Trejo, Michelle Rodriguez, Cheech Marin, Lindsay Lohan, Jessica Alba, Robert De Niro e outros.

Quem curtiu "Planeta Terror" vai adorar a produção. Tem noção de que o Steven Seagal no filme é do mal, e que acontece algo terrível com ele. ahuahau. Suspense! Valeu Bruno pela indicação trash e genial. Deixei uma sinopse do Wiki para ter uma idéia do roteiro.

: )


Machete é um filme do diretor Robert Rodriguez que estreou dia 3 de setembro de 2010 nos Estados Unidos.
Originalmente, tratava-se de um falso trailer inserido no filme Planeta Terror, de Rodriguez, mas o sucesso do "trailer" foi tamanho (superando até mesmo o próprio Planeta Terror) que acabou-se produzindo o filme.

Machete (Danny Trejo) é um agente federal e imigrante mexicano que cai em uma armadilha arquitetada por seu arquiinimigo, o traficante de drogas Torres (Steven Seagal), que resulta na morte de sua esposa e o torna um renegado.
Três anos depois, Machete, que agora trabalha como operário, aceita uma oferta do empresário Michael Booth (Jeff Fahey) para matar o Senador John McLaughin (Robert DeNiro), que quer expulsar todos os imigrantes ilegais do México.
Machete aceita, apenas para ser traído pelos homens de Booth e usado como bode expiatório em um plano para retratar todos os mexicanos como terroristas e convencer a prefeitura a construir uma enorme muralha elétrica para mantê-los fora do país.
Porém, contrariando todas as expectativas, Machete sobrevive e parte em busca de vingança, ajudado por Sartana Rivera (Jessica Alba), uma agente do Departamento de Imigração dividida entre o que dita a lei e o que manda seu coração; Luz (Michelle Rodriguez), uma vendedora de tacos com mãos rápidas e um coração revolucionário; Padre (Cheech Marin), seu irmão, um padre que é bom com bênçãos, mas melhor com armas; e April Booth (Lindsay Lohan), a filha de Booth e uma socialite viciada em adrenalina e com um gosto por armas de fogo.
No caminho de Machete, estão não apenas McLaughin e suas conexões políticas e Booth e sua infindável lista de assassinos, mas também o Tenente Stillman (Don Johnson) e sua cruel patrulha da fronteira e Torres e seu cartel de traficantes impiedosos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

STANTON MOORE

Em uma época onde pouquíssimos músicos buscam inspiração em suas raízes, Stanton Moore nunca largou as dele. Groove, clareza, astúcia, inspiração, criatividade, ousadia. Essas são apenas algumas qualidades sonoras desse baterista que vem conquistando um espaço respeitoso no firmamento rítmico. Nascido em Nova Orleans e criado na Louisiana, Stanton Moore é um produto da fusão de criatividade, cultura e, especialmente, de um estado rico em música de qualidade indiscutível. Stanton fora diretamente influenciado por artistas de peso que chegavam de todas as mídias até Louisiana, ou Nova Orleans, graças a mente aberta da comunidade musical daquela área. Influências como: Professor Longhair, The Meters, Doctor John e muitos outros artistas, construiram o estilo único de Stanton Moore, que soube muito bem como e quando aplicá-los. Suas discografia é enorme (http://www.stantonmoore.com/discography), assim como seu trabalho como educador, pesquisador e escritor (mantendo colunas em revistas de bateria de peso). Passando por trabalhos dos mais variados estilos, um merece destaque, a banda Galactic. Cujo Stanton é membro fundador. Funk visceral e soul descarado, o Galactic é sem dúvida uma das bandas para se ouvir para beber de uma fonte inspiradora. Fora da meca musical, Stanton também ajuda a comunidade de Nova Orleans, devastada pelo furação Katrina, a se recuperar. Com a Fundação Tipitina, Stanton se ocupa em ensinar jovens a serem músicos respeitados, para que tenham uma boa base e futuro adiante de suas vidas. Suas vídeo-aulas demonstram esse lado pedagógico do baterista de maneira brilhante. Com um acervo de rítmos típicamente de Nova Orleans, sendo uns obscuros enquanto outros são tradicionais e difundidos, ele desmembra a história rítmica comunitária de Nova Orleans, analizando-a minunciosamente. Caso você seja um intusiasta do Funk/Soul, ou apenas um curioso em relação aos grandes bateristas, de uma olhada no trabalho de Stanton Moore. Colocarei três de seus álbuns-solo, mais para frente tentarei por os álbuns do Galactic, e alguns vídeos para que vocês possam observar Stanton e seu "approach" ao instrumento.

Bom proveito aos seus ouvidos!!!

- All Kooked Out - [1998]
- Flyin' The Koop [2002]
- III - [2006]

[TorrentZ]
http://torrentz.eu/search?f=stanton+moore

FUNK X ARGHT

Muitos se perguntam qual é a diferença entre o funk norte-americano com o (arght) funk carioca. A resposta é muito simples: o funk norte-americano é pura arte moderna, já o (arght) funk carioca nada passa de lixo cultural. O verdadeiro funk nasceu baseado no soul music, soul jazz e R&B, e imortalizado por James Brown (um cara realmente grande!). Nasceu, lógico, na periferia dos states como um ritmo sincopado e com som de arte. Já o (arght) funk carioca, nasceu nas favelas do Rio de Janeiro, e queria ser arte, mas não é! Com letras chulas e um ritmo sem nenhuma lógica, é um verdadeiro lixo cultural, que financia o tráfico e influencia o sexo sem amor e sem arte, ou seja, o sexo "fazer por fazer". Há muitos jovens alienados por esse ritmo escroto e nojento, achando que isso é arte, mas não é. É apenas LIXO CULTURAL!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

LED ZEPPELIN

Quarenta anos após sua formação, em um porão imundo da Chinatown de Londres, surge a primeira biografia realmente definitiva de um dos grupos de rock mais famosos do mundo – o Led Zeppelin.

Eles foram o último grande grupo da década de 1960; o primeiro da década de 1970. Surgiram das cinzas dos Yardbirds para se tornar um dos grupos de rock de maior vendagem de todos os tempos.

Mick Wall, respeitado jornalista musical, conta a história do grupo que escreveu o manual do excesso na estrada – e acabou pagando por ele o preço do desastre, e da dependência de drogas e da morte. Quando os Gigantes Caminhavam sobre a Terra revela pela primeira vez a verdadeira extensão do interesse do líder da banda, Jimmy Page, pelo oculto, e vai até os bastidores para mostrar a verdade por trás da fama. Wall também conta, numa série de flashbacks imaginários, histórias da vida dos quatro integrantes que transformaram o sonho do Led Zeppelin em uma realidade ainda mais incrível.

Acima de tudo, este é um livro que percorre a fascinante história do Led Zeppelin a partir da íntima convivência com o grupo. É o resultado de anos de pesquisa e se baseia não apenas em entrevistas individuais com todos os membros do grupo – além de outras feitas por pessoas que os conheciam e trabalhavam com eles -, mas também na visão que só pode ser adquirida por alguém que passou três décadas no meio musical ao lado dos maiores artistas.


Depois de quase um ano lendo a biografia do Led Zeppelin (que vergonha), decidi hoje fazer uma resenha do book, pois algo ficava martelando na minha cabeça para eu escrever sobre a obra.


Led Zeppelin
Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra

O livro é uma biografia não autorizada, feita pelo jornalista Mick Wall que conviveu com os integrantes da banda, com relatos e pensamentos imaginários que estão em itálico, de como cada integrante poderia ter pensado sobre determinada situação.

O livro mostra a 'visão' de cada membro do Led Zeppelin: Jimmy Page (guitarra - um dos melhores de todos os tempo), Robert Plant (vocalista), John Bonham (bateria), John Paul Jones (baixo e teclado) e Peter Grant (empresário). E como foi, principalmente para Page, unir todos a fim de formarem o Led Zeppelin. Depois de muito trabalho, o primeiro álbum da banda é lançado, Good Times Bad Times vale a pena ser ouvida.


Uma música pop construída sobre um refrão fácil, sibilante, tambores explosivos e, exatamente no momento certo, uma rajada de notas de guitarra cuspidas, que não ficam por tempo suficiente para ser chamadas de solo.
Pág. 73

Pode soar clichê, mas a expressão 'sexo, drogas e rock and roll' descreve muito bem os bastidores dessa, e de muitas outras, bandas de rock. Muitas músicas foram compostas depois do uso de muitas drogas e nesse livro, esse fato não é negado, muito menos escondido. Algumas groupies famosas iam ao camarim depois do show, muitas faziam de tudo para chegarem perto da banda e eles se aproveitavam disso.

...os membros do Led Zeppelin não eram santos nem pecadores, certamente não no contexto da história do rock, em que as diversões ruidosas e a superatividade sexual fora do palco tinham sido a norma durante décadas. Eles eram apenas mais um elenco de personagens coloridos em um palco já inclinado.
Pág. 176

O envolvimento de Jimmy Page com o ocultismo também é abordado. Diferente de muitas bandas que faziam um estardalhaço e gostavam de ter sua imagem ligada ao macabro, Jimmy mergulhava com seriedade nos rituais do ocultismo por isso, muitas acusações de satanismo foram ligadas ao grupo.

A banda foi uma das que vendeu mais álbuns da história, uma das poucas que conseguiu colocar todos seus álbuns no Top10 da Billboard. O auge da carreira veio com o quarto álbum, que tem a música Stairway to Heaven e Black Dog.


... a banda finalmente concordou em conhecer Elvis Presley, que estava se apresentando no Forum O encontro foi organizado por Jerry Weintraub, agente tanto do Led quanto de Elvis. Segundo Plant, “o rei exigiu conhecer esses caras que estavam vendendo ingressos mais depressa do que ele”. Presley foi à suíte deles, na cobertura do hotel, e “conversamos durante uma hora e meia ou duas. Fizemos uma roda e falamos sobre esse fenômeno, essa loucura. Você teria que andar bastante para encontrar alguém com tamanha clareza e situação. Ele era um cara muito focado – muito diferente do que se lê a respeito dele atualmente”. Elvis também fez um pedido: se eles dariam um autógrafo para sua filha de 6 anos, Lisa Marie. Depois eles saíram correndo para o elevador antes que as risadas mostrassem o quanto estavam chapados: eles, dando autógrafo para Elvis? Muito foda, cara....
Pág. 368


Em 1980 a banda Led Zeppelin deixou de existir, seu baterista John Bonham, conhecido por muitos como A Besta, famoso por suas confusões e violência, faleceu asfixiado em seu próprio vômito na casa de Jimmy, depois de um dia de ensaio e muita bebida.

Como, na tarde seguinte, Bonzo ainda não havia levantado, John Paul Jones e Benje Le Ferve foram acordá-lo. Havia um cheiro muito ruim no quarto e o corpo inerte de Bonzo não reagia; só então perceberam horrorizados que ele estava morto. Chamaram a ambulância, mas era tarde demais.
Pág. 477

Para quem é fã de Rock, e muit fã de Led Zeppelin, compre o livro, é muito bom!!!