sexta-feira, 28 de março de 2008

APOIE O DALAI LAMA



Olá, acabei de assinar uma petição urgente pedindo para o governo chinês ter cautela e respeito pelos direitos humanos no Tibet, e para eles abrirem o diálogo com o Dalai Lama. Basta clicar no link para assinar a petição:

http://www.avaaz.org/po/tibet_end_the_violence/98.php/?cl_tf_sign=1

[...]

Depois de quase 50 anos de domínio chinês, os tibetanos estão demandando mudanças. Enquanto a violência se espalha no Tibet e na região, o governo chinês decide entre, aumentar a repressão ou se abrir para o diálogo. O Presidente Hu Jintao precisa ouvir que as Olimpíadas e os produtos "Made in China" terão o apoio do mundo, se ele escolher o diálogo.

Precisamos de uma avalanche de apelos do mundo todo para chamar a atenção do governo chinês. Em apenas 7 dias conseguiram 1 milhão de assinaturas e ainda podem conseguir muito mais se você ajudar!

Obrigado pela ajuda e mande pros amigos que são sensíveis a causa, é simples e seguro colaborar!!

quinta-feira, 27 de março de 2008

SOUTH PARK DE GRÁTIS



O South Park Studios, responsável pela produção da politicamente incorreta série de animação South Park, aderiu à distribuição digital de conteúdo e colocou em seu site na internet todos os 192 episódios de todas as 12 temporadas do programa.

Os vídeos são exibidos na íntegra via streaming, sem cortes ou censura (como acontece na TV, onde os palavrões são removidos).

Ao contrário do que costuma acontecer com vídeo distribuído legalmente na internet, os episódios podem ser assistidos sem problemas por usuários do Brasil e são gratuitos. Cada episódio contém três pequenos anúncios, que não chegam a incomodar.

É possível buscar episódios por temporada ou por palavra-chave. Por exemplo, digite “Tom Cruise” para encontrar o famoso episódio da nona temporada ”Trapped in the closet”, que fala da Igreja da Cientologia, da qual o ator é membro.

Novos episódios são inclusos no catálogo assim que são exibidos nos EUA e imagens, clipes e trechos de diálogos ou canções memoráveis de vários episódios estão disponíveis para download. Os custos de operação do serviço são cobertos com os anúncios, bem como parcerias com a operadora de telefonia Virgin Mobile para venda de ringtones e wallpapers para telefones celulares nos EUA.

[Copiado, plagiado, cuspido e escarrado deste site IG.]

domingo, 23 de março de 2008

SANDUÍCHES WRAP



Eu e a Aline fomos no final de semana passada no "Garrafas Bar" para comer estes tais de "SANDUÍCHES WRAP".
Na verdade a gente tava dando uma caminhada para escolher o que podíamos comer junto com uma cervejinha bem gelada. Quando de repente passando pela República, vemos um pessoal comendo algo tipo uma panqueca. Parecia delicioso. Então resolvemos parar no Bar e pedir o mesmo para ver se era bom. E realmente era muito bom. O lance vem igual a uma panqueca mas com uma massa de pão folha. Pedimos o sanduíche no sabor rúcula, tomates secos e ricota. Eu adorei.
Segue o endereço do Bar e a receita para os lariquentos.

[...]

Garrafas Bar
Bar para happy hour, com mesas na calçada.
De segunda a segunda a partir das 18h.
Rua da República, 191 - Cidade Baixa
Mapa de como chegar

[...]

Massa de pão folha (wrap)

Ingredientes:
1/2 kg de farinha de trigo
4 colheres (chá) de sal
4 colheres (chá) de açúcar
6 colheres (sopa) de manteiga
1 tablete (15 g) de fermento biológico
1 clara

Modo de Preparo:
Ligue o forno à temperatura alta. Peneire a farinha na tigela de uma batedeira, junte o sal, o açúcar, 4 colheres (sopa) de manteiga, o fermento, a clara e 1 xícara (chá) de água morna. Bata na velocidade média, até a massa ficar lisa e homogênea. Divida-a em 14 partes (com cerca de 60 g cada uma), faça pequena bolas e embrulhe-as com filme plástico. Deixe descansar por 20 minutos. Em seguida, coloque a massa numa superfície enfarinhada. Abra cada uma das bolas com um cilindro, até obter uma espessura de aproximadamente 1 mm e 29 cm de diâmetro. Repita a operação até abrir todas as massas. Com a manteiga restante, unte 3 assadeiras (de 35 cm de diâmetro cada uma). Disponha as massas e leve ao forno por 20 minutos. A massa deverá ficar levemente firme e não deverá dourar. Repita a operação até assar todas as massas. Assim que retirar as massas do forno, guarde-as, uma a uma, em saco plástico, próprio para alimentos, para não perder umidade. O pão pode ser guardado em geladeira por até 2 dias. Não esqueça de deixar enrolado no saco plástico e somente tirar 3 minutos antes de usar.

VIA SACRA


Eu e o Oliboni em 2006.

Nem acredito que já fazem 8 anos que faço a Via Sacra.

[...]



A encenação da Via Crucis e das últimas horas da vida de Jesus Cristo é uma tradição porto-alegrense. O espetáculo, que inicia com a mensagem na Igreja São José do Murialdo, segue com o julgamento de Jesus no palco na frente da Igreja, e continua a pé em direção ao Morro da Cruz, até a crucificação do Senhor, e sua ressurreição, no alto do Morro.

Esta é a 49ª edição da Via Crucis do Morro da Cruz. Atividade de natureza religiosa e cultural, ela é protagonizada desde 1980 pelo vereador Aldacir Oliboni e conta com a participação de atores profissionais, artistas plásticos e integrantes da comunidade.

quarta-feira, 19 de março de 2008

A ERVA DOS XÂMAS


E VIVA A SÁLVIA...
NÃO ADIANTA PROCURAR, POIS NO ZAFFARI JÁ ESGOTOU TUDO...

Salvia divinorum: a erva dos xamãs

Ela é parente da Salvia officinalis - famosa por suas propriedades medicinais e por seu largo uso na culinária - e da Salvia splendens - ornamental que em 2004 ganhou destaque na mídia por ter sido usada para criar o canteiro com o formato da estrela do PT nos jardins do Alvorada, em Brasília, a pedido da primeira-dama Marisa Letícia, esposa do presidente Lula. Menos conhecida popularmente, a Salvia divinorum começa a ganhar fama também, mas por motivos bem diversos que os das suas "primas".

Em agosto de 2004, a revista Carta Capital publicou a matéria "O Barato agora é Natural", assinada por Walter Fanganiello Maierovitch, que tratava do avanço do uso de drogas consideradas "naturais". Era pleno verão na Europa e, segundo a matéria, ervas, fungos, cactos e outros vegetais estavam compondo a salada alucinógena dos jovens europeus que invadiam as smart shops (oficialmente, lojas de alimentos naturais) onde funcionam os smart bares (locais nos quais alguns dos produtos à venda são elaborados com sofisticação e oferecidos em atraentes cardápios). Ali o grande sucesso era a Salvia divinorum, uma espécie do gênero Salvia, pertencente à família das Labiadas. A explicação para esse sucesso é que a espécie é considerada alucinógena, seu agente psicoativo - Salvinorin A - induz a estados alterados de consciência, mas também pode causar psicose aguda ou depressiva, algumas vezes até irreversíveis.

O uso tradicional se dá por inalação, mas segundo consta, os índios mexicanos preparavam a Salvia divinorum mascando pares de folhas ou fazendo uma infusão em água agitando bastante para produzir uma espuma - dizem que a força do preparado depende da consistência da espuma.

Muitos antropólogs asseguram que os índios Mazatecas, da região de Oaxaca, utilizavam esta erva para curas e fins religiosos muito antes da chegada dos espanhóis. Os xamãs denominavam a Salvia divinorum de "folhas de Maria" e a utilizavam para "viajar ao céu e poder conversar com os deuses" e, assim, obter o diagnóstico e tratamento para as doenças do seu povo.

Nas últimas décadas, jovens de várias cidades mexicanas passaram a usar esta erva como substituta para a "marijuana" ou maconha. E agora também os jovens europeus estão usando a erva da mesma forma que usam a maconha, na forma de cigarros. Acredita-se que a principal substância psicoativa desta planta apresente efeitos similares ao da mescalina. Nas folhas, a concentração de Salvinorin A chegaria a 3 mg/g, sendo suficiente para, num cigarro, causar grande efeito psicotrópico.

Registros recentes demonstram que a planta também tem sido utilizada como incenso. Aliás, talvez como uma maneira de burlar a legislação de alguns países que proíbem esta erva, muitos sites na Internet comercializam a planta para uso como incenso.

[Sálvia dos Divinos]

Originária da região de Sierra Madre, em Oaxaca, no México, a erva também ficou conhecida pelo nome de "folhas de Oaxacan". O nome botânico Salvia Divinorum, que significa "Sálvia dos Divinos", seria inspirado no fato da erva ter sido usada muitos anos em cerimônias religiosas e de cura pelos xamãs Mazatecas. Vários registros descrevem que nesses rituais era louvada a figura de uma entidade feminina ou "deusa sábia". Daí surgiram outros nomes pelas quais a Salvia Divinorum é conhecida: Ska Maria Pastora, Yerba de Maria, The Shepardess, entre outros. Alguns antropólogos que se dedicam ao estudo desta erva defendem que há fortes indícios de que a erva Pipiltzintzintli (que os Astecas utilizavam em seus rituais, há milhares de anos) era a Salvia Divinorum.

A primeira descrição desta planta na literatura ocidental foi feita pelo antropólogo europeu Jean Basset Johnson, em 1939. Ele estava pesquisando o uso de cogumelos do gênero Psilocybe entre os Mazatecas e também notou que eles utilizavam a Salvia Divinorum em cerimônias de cura. Em seu artigo ele escreveu: " Os shamans (ou xamãs), bem como outras pessoas, usam plantas narcóticas também com a finalidade de encontrar objetos perdidos. Em alguns casos, usam teonanacatl (cogumelo), enquanto em outros usam uma semente chamada "semilla de la Virgen".A "Yerba de Maria" também é usada. Os Zapotecas usam a planta chamada "bador", a pequena criança, e os Astecas usam plantas narcóticas de forma similar (Johnson, 1939)".

[A planta como ela é]



A Salvia Divinorum é uma planta perene, com cerca de 1 metro de altura ou mais, de clima subtropical úmido, abundante no México e em outras regiões da América Central. As folhas são ovais, serrilhadas, aveludadas, de coloração verde intenso (embora em certas condições podem apresentar um tom amarelado). Quando frescas quase não possuem cheiro.

As suas flores são branco-azuladas, dando a impressão de um lilás claro. A planta florida resulta num visual muito bonito, sendo de grande valor ornamental.

A espécie, que se reproduz por estacas de galhos, é capaz de se adaptar bem em qualquer clima, desde que receba luz solar nos horários mais frescos do dia (pela manhã ou à tarde). Em ambiente interno ela deve ficar em locais bem iluminados ou que recebam sol indireto (filtrado por uma janela, por exemplo). Para se ter certeza da condição mais adequada para esta planta, basta lembrar que em seu habitat natural ela vive nas matas, onde a vegetação mais alta e densa a protege dos raios solares mais quentes.

Embora seja bem adaptável, a planta pode ressentir-se com temperaturas extremas (abaixo de 10 e acima de 30 graus C).

A Salvia Divinorum gosta de solo arenoso, com boa drenagem, para evitar acúmulo de umidade. Esta é, aliás, uma de suas poucas exigências: regas regulares, evitando-se o encharcamento. Vale lembrar novamente seu habitat natural, onde o solo é arenoso e cheio de pedregulhos.

Quanto à adubação, a mais indicada é a orgânica, com húmus de minhoca e composto orgânico. Esta espécie apresenta uma certa sensibilidade aos fertilizantes químicos do tipo "NPK", por essa razão recomenda-se cautela ao aplicar este tipo de fertilizante.

E, para encerrar, mais um detalhe sobre o lado mágico desta planta: alguns relatos registram que os xamãs Mazatecas fazem rituais específicos para cortar folhas ou mudas da Salvia Divinorum, com a finalidade de tornar as folhas mais "fortes" para suas experiências espirituais.

terça-feira, 18 de março de 2008

ICQ EM PASTA DE DENTE


O blog Bizarro Trash, especializado em histórias cabulosas, está exibindo hoje uma imagem muito interessante de uma pasta de dentes israelense com a marca do famoso comunicador instantâneo ICQ.

Anos atrás a AOL comprou a companhia israelense que desenvolveu o ICQ, mas um pouco antes da compra essa companhia havia fechado uma parceria com uma grande empresa farmacêutica também de Israel, a CTS, para lançar a PASTA DE DENTES ICQ! O slogam era “Ajudando a comunicação P2P (pessoa para pessoa) reduzindo o mau hálito“.

segunda-feira, 17 de março de 2008

ENTREVISTA FILÓSOFO


Filósofo defende o direito de ficar bêbado
"A embriaguez é um direito humano fundamental", diz Javier Esteban

Víctor-M. Amela

Tenho 42 anos. Nasci e vivo em Madri. Licenciado em Filosofia e Direito, dirijo a revista universitária "Geração XXI". Sou casado e tenho duas filhas, Alma (10) e Sol (8). Sou um excêntrico de centro. Sou sufi: caminho para onde caminha o amor. O poder combate a embriaguez.

A entrevista:

LV - O que é a embriaguez?
Esteban - Uma expansão da consciência que descortina os véus que ocultam a realidade.

LV - Desde quando ela existe?
Esteban - Desde sempre. Até os animais se drogam com substâncias naturais, com frutos fermentados... Formigas, cabras, pássaros, macacos... Todos se extasiam e brincam!

LV - Então nós somos como os animais?
Esteban - Não, eles agem por um determinismo instintivo, mas nós temos liberdade! Liberdade para a embriaguez. Liberdade para experimentar com a nossa consciência.

LV - Liberdade para nos drogarmos?
Esteban - É o uso dessa liberdade que nos torna humanos! O direito à embriaguez, portanto, é um direito humano fundamental.

"Que ninguém venha me dizer quantos copos de vinho eu posso beber", disse Aznar. Ele tem razão. Mas com certeza a droga favorita dele é o poder, como a de Zapatero...Esteban me contou que uma experiência lisérgica na mata lhe revelou que os pássaros e as abelhas trançavam, em uníssono, uma dança que escrevia no ar a expressão árabe Ilaha Ilalah (não há mais realidade além da realidade). Caídos os véus, a realidade era uma plenitude na qual não havia diferença entre ele e o mundo, uma experiência de simplicidade amorosa.
Depois disso, Javier Esteban escreveu "O Direito à Embriaguez" ('El derecho a la ebriedad', Editora Amargord), um panfleto em defesa do direito que as legislações feitas durante o século 20 consideram um perigo. Esteban insiste: "Não defendo as drogas, mas sim o arroubo, o êxtase, a embriaguez a que toda consciência tem direito". Esse estado ao que o místico chega sem
precisar de nenhuma droga.
MÍSTICOS

LV - Nem Zapatero nem Rajoy nunca fumaram nem um baseado, conforme declararam.
Esteban - Por uma questão de geração, custa-me crer que Zapatero nunca tenha experimentado um baseado. É como se o pai dele nunca tivesse provado um copo de vinho!

LV - Quem é que coíbe o direito humano à embriaguez, em sua opinião?
Esteban - A Igreja católica e o Estado (igreja laica), que querem fiscalizar a nossa consciência.

LV - Castigando os motoristas bêbados?
Esteban - Não, eu não me oponho a sancionar as condutas que são perigosas para terceiros. Mas critico o fato de que estão boicotando o autocontrole que temos de nossa consciência.

LV - Desde quando isso acontece?
Esteban - Começou com a destruição do templo grego de Eleusis, no século 4 d.C.

LV - Agora você foi longe!
Esteban - Desde o ano de 1.500 a.C., no contexto dos mistérios eleusinos, acontecia um ritual de embriaguez que cada grego vivia uma vez na vida, e isso lhes abria as portas da consciência.

LV - Em que consistiam esses mistérios?
Esteban - Eram rituais que aconteciam à noite. Em comunhão coletiva, eles ingeriam um enteógeno.

LV - O que é um enteógeno?
Esteban - A palavra significa "deus existe dentro de mim". É uma substância psicoativa capaz de induzir a uma experiência extática de unidade com o cosmos. Uma vivência da divindade.

LV - Que substância era ingerida em Eleusis?
Esteban - Uma sopa de cereal chamada "kikeon", que continha cornelho de centeio, um fungo com uma substância psicoativa idêntica ao LSD, o enteógeno mais poderoso conhecido.

LV - O que acontecia então?
Esteban - Cada um vivia a sua própria experiência de consciência expandida.
Símbolos eram mostrados e cenas eram representadas para guiar o indivíduo ao autoconhecimento.

LV - Era uma embriaguez ritualizada?
Esteban - Sim, fazia parte do sistema, em benefício da livre consciência de cada indivíduo. Isso foi varrido, destruído. Hoje sentimos falta disso, e nossos jovens, ignorantes, acabam causando danos a si mesmos em suas irrefreáveis tentativas de embriaguez.

LV - Quem destruiu esse ritual?
Esteban - Os bárbaros e os monges cristãos nestorianos, no século 4 d.C. A cultura ocidental ficou sem referência de embriaguez.

LV - Temos o vinho, o álcool...
Esteban - Não são enteógenos, são muletas úteis para nossas vidas insatisfatórias, escravizadas pelo rendimento econômico. E, em vez de expandir a consciência, a deixam turva.

LV - Um pouco de álcool pode cair muito bem.
Esteban - A verdade é que o veneno está na dose, como diziam os gregos.

LV - Que personagens ilustres sabiam disso?
Esteban - Toda a obra de Platão é uma crônica de embriaguez! Aqueles filósofos, assim como os xamãs, chegavam ao êxtase, assim também como os druidas e depois as bruxas, ou até mesmo os místicos, ébrios sem substâncias, que tanto inquietaram a Igreja. O poder estabelecido sempre
combateu essas pessoas!

LV - Por que motivo?
Esteban - Não há nada mais dissolvente que o livre acesso à própria consciência! Por isso Nixon arremeteu contra os profetas do LSD (Hoffman, Junger, Michaux, Wason, Huxley, Kesey, Leary...), cujas experiências alimentaram o feminismo, a militância ecológica, o pacifismo, os direitos civis... Nixon declarou guerra à consciência: quando começou a guerra contra a droga, começou a grande catástrofe.

LV - Que catástrofe?
Esteban - Milhões de presos, dezenas de milhares de mortos, narcoditaduras, a terceira maior fonte de renda do mercado negro no mundo, camponeses com fome, multiplicação de politoxicomanias... A proibição da droga foi o maior erro do século 20!

LV - Você propõe eliminar a proibição?
Esteban - Por acaso a proibição evitou que nossas crianças estejam se metendo com drogas aos 13 anos de idade? Não! Pelo contrário: a proibição presenteia as máfias com um poder imenso.

LV - Um político colombiano já me disse isso...
Esteban - Muitos governantes já reconhecem o fracasso da praga proibicionista.

LV - Você faz a apologia das drogas?
Esteban - Das drogas não, mas da embriaguez. Qualquer pessoa maior de idade deveria poder consumir qualquer substância (com o limite único da liberdade de terceiros). E, veja só, Silicon Valley nasceu da embriaguez de pessoas como Bill Gates. Este sim admite que fumou alguns baseados!

LV - O que você diria a Zapatero?
Esteban - Que o direito à embriaguez é um direito inerente à liberdade de consciência, e que a lei deveria protegê-lo.

Visite o site do La Vanguardia

sábado, 15 de março de 2008

CHIMARRÃO PRO CORAÇÃO

A bebida oficial do gaúcho pode fazer bem para o coração. A erva-mate possui substâncias que evitam doenças cardiovasculares. Pesquisadores do Instituto de Cardiologia de Porto Alegre iniciaram uma pesquisa com 150 voluntários, para comprovar se as pessoas que tomam chimarrão têm menos risco de ter infarto.

O Instituto de Cardiologia decidiu estudar os efeitos da bebida depois que pesquisa norte-americana mostrou que o chimarrão tem três vezes mais polifenois do que o chá verde, este já comprovado cientificamente que faz bem ao coração. Os polifenois são substâncias que evitam o envelhecimento das células e as doenças cardíacas.

A nutricionista e pesquisadora Bruna Pontin indaga ” será que o chimarrão, um hábito cultural, pode ser uma bebida tão boa para a prevenção de doenças, assim como o chá verde é para a população oriental?”.

Além de gostar de chimarrão, os voluntários da pesquisa apresentam uma alta taxa de colesterol no sangue e estão acima do peso. O estudo vai mostrar se o chimarrão consumido durante dois meses reduz esses fatores, que contribuem para o infarto.

A cardiologista Vera Portal diz que “em torno de 30 por cento das mortes no Brasil e no mundo são em decorrência de infarto. Mas é bom não abusar. Por causa da água muito quente do chimarrão, o Rio Grande do Sul tem o maior índice de câncer de esôfago do país.

[Copiado, plagiado, cuspido e escarrado deste site >> FV - Jornal da Band/Luci Jorge.]

quarta-feira, 12 de março de 2008

PERÍODO DE EXPERIÊNCIA


O presidente Lula sancionou lei, que foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (11), em que é vetado exigir de candidato a emprego que comprove experiência superior a seis meses no mesmo tipo de atividade prevista para a vaga.

A proibição foi inserida na CLT por meio da Lei 11.644/08. Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, a medida tem como principal objetivo tornar o mercado de trabalho mais acessível ao jovem brasileiro.

Apesar de o objetivo da lei ser voltado principalmente aos jovens, a lei deve vetar que seja exigida experiência superior a seis meses para cargos de chefia, como gerentes, ou mesmo para concursos públicos que são regidos pela CLT.

[Copiado, plagiado, cuspido e escarrado deste site.]

domingo, 9 de março de 2008

YOUTUBE AO VIVO


O co-fundador do YouTube, Steve Chen, confirmou os rumores que adiantavam os planos do site de realizar transmissões ao vivo ainda este ano.

O plano é que o YouTube ofereça em breve transmissões ao vivo a seus milhões de usuários. “É algo que sempre quisemos, mas não contávamos com os recursos necessários”, disse Chen em entrevista exclusiva a Sara Meyers, do Pop 17.

A decisão tomada pelo site americano abrirá um leque de possibilidades na forma de conceber a ferramenta on line, mas Chen não deu mais detalhes sobre o assunto.

Analistas da TechCrunch prevêem uma mudança no cenário dos sites que já oferecem vídeos ao vivo, e também uma mudança no rumo para o YouTube, a página líder em termos de vídeos on line

A opinião de especialistas é que a transmissão ao vivo atrairá mais usuários ao portal.

[Copiado, plagiado, cuspido e escarrado deste site.]

GOOGLE NA SUIÇA

Google na Suiça ganha um novo, moderno e bonito escritório. Localizado na cidade de Zurique.
Confira algumas imagens:












quarta-feira, 5 de março de 2008

INÉDITAS DO TIM MAIA

Como o papo agora é a descoberta do Tim Maia Racional - Vol. 3. Resolvi postar esta matéria feita pelo Sérgio Teixeira Jr. da Revista Abril.

[...]


Essa é uma história de sexo, drogas, funk'n'soul e vazamento de um material histórico na internet.

OK, tem um pouco de exagero. Só um pouco. :)

Apareceram na internet cinco faixas inéditas de Tim Maia. São gravações da fase racional, a mais maluca da vida maluca de Maia feitas em época desconhecida. Para quem é fã de Tim Maia, isso é uma bomba.

Os nomes das músicas são referência à fase racional de Tim Maia, mas aparentemente as gravações não são daquela época. Já têm influências de disco, um som que só viria a fazer sucesso anos depois.

(Um pequeno parêntese musical. Nos anos 1970, Tim Maia aderiu a uma seita esotérica, que envolvia discos voadores e idéias de salvação por meio da "cultura racional", o que quer que isso signifique. Foi justamente nessa fase de sua vida, de pouco mais de um ano, que ele lançou uma de suas obras-primas, talvez seu melhor disco: Tim Maia Racional. Uma das faixas mais famosas dessa época, que foi lançada num compacto, "Ela Partiu", é a base de "Homem na Estrada", dos Racionais MCs. Logo após desistir da seita, Tim Maia renegou o que produziu naquele período. Se recusava a falar daqueles tempos e nunca mais tocou as músicas que estão no disco. Até ter um relançamento oficial em CD alguns anos atrás, só existiam cópias em vinil, que eram vendidas por 150, 200 reais -- ou muito mais que isso, em sebos no exterior. As músicas são sensacionais, consideradas por músicos brasileiros e estrangeiros o melhor que Tim Maia fez em sua carreira. Fim do parêntese.)

Sempre houve rumores de que haveria mais material daquelas sessões de gravação, mas elas nunca tinham sido ouvidas, até ontem. Aparentemente, não havia mais nada, mesmo. Mas existem outras músicas inéditas. E eu tinha todas elas em casa havia alguns anos. Elas estão num CD-R que foi dado para a minha mulher por Dudu Marote, um produtor musical de São Paulo. Ele teve acesso ao material histórico por acaso, como sempre acontece com esse tipo de descoberta. As músicas não são grande coisa, pois parecem mais sobras de estúdio, faixas que foram gravadas mas nunca finalizadas. Marote teve acesso às fitas originais, fez uma mixagem rápida e inventou os nomes para cada uma das faixas. Para referência própria, e só para isso, ele inventou nomes ligados à fase racional, e é por isso que em alguns blogs já se fala em Tim Maia Racional 3. (Marote conta a história inteira em seu blog.) Mesmo que não estejam à altura do que chegou ao álbum, O material tem valor histórico, então é claro que eu e minha mulher nunca pensamos em transformar as músicas em MP3, muito menos distribuí-las pela internet.

Mas agora elas caíram na rede. Eu descobri isso também por acaso, ontem, seguindo um link postado no Twitter. Ele me levou a um blog, que apontava para um site de downloads. É um site anônimo, ou seja, não dá para saber quem colocou as faixas lá. Assim que confirmei com minha mulher que as faixas eram as mesmas que estavam no CD, entramos em contato com Marote. Ele confirmou que eram as músicas que ele mixou e batizou. Não faz idéia de como elas vazaram, pois ele deu as músicas para poucas pessoas.

Marote diz que não está chateado com o vazamento. Não faz idéia de como as músicas foram parar na internet. "Dei cópias para dez pessoas, no máximo, então foi alguém de minha confiança ou algum amigo do amigo." Não vou colocar o link para o download aqui, mas garanto que em uma pesquisa rápida no Google você encontra.

É mais um caso típico, trivial até, de vazamento de material na internet. Alguém põe as mãos em um material valioso e faz um upload. Coisa de cinco minutos. Mas a história toda pode ter um lado positivo. Marote já tinha tentado, sem sucesso, lançar o material por alguma gravadora. Além das cinco faixas que estão circulando, existem outras. Elas podem ser mixadas profissionalmente e lançadas em CD, pois agora talvez haja um interesse renovado. Ou não. Como ele escreveu no blog, "está na net, está no mundo, é isso".

PS 1: A propósito, recomendo vivamente a biografia escrita por Nelson Motta, que li nas férias de fim de ano. O livro traz de volta o vozeirão piadista e melancólico de Tim Maia. O site do livro também é ótimo e tem dezenas de músicas. Vale a visita.

PS 2: No site da Abril.com tem um especial com muitas informações sobre o Tim Maia.

[...]
Veja também:

sábado, 1 de março de 2008

ENTREVISTA :: NELSON MOTTA

Esta entrevista com Nélson Motta foi feita em novembro, por e-mail, para a Rolling Stone de dezembro. O assunto é o ótimo livro sobre Tim Maia. Na edição que foi para as bancas, o editor da revista preferiu publicá-la em forma de "rapidinhas com Nélson Motta". Com a revista já fora de circulação, segue aqui a íntegra da entrevista, antes das edições.

"VALE TUDO - O som e a fúria de Tim Maia"/ Nélson Motta / Ed. Objetiva (4 estrelas)

O “Rei dos Doidões”
A literatura brasileira merece um personagem como Tim Maia.

Tim Maia sempre atraiu a simpatia popular, mesmo sendo “preto, gordo e cafajeste”, como se auto-definia. Além disso, era politicamente incorreto, voraz consumidor de entorpecentes e faltava com freqüência aos seus compromissos profissionais. As razões que explicam esta simpatia passam longe da obviedade, ainda mais em uma sociedade tão careta e preconceituosa quanto a brasileira. O livro de Nélson Motta joga luzes sobre um dos personagens mais interessantes e ricos da cultura popular brasileira, fazendo jus à sua obra e inteligência. Por e-mail, o autor falou sobre este trabalho.

BRUNO MAIA: Quando lançou "Noites Tropicais" (2000), você disse que a intenção inicial era ter escrito uma biografia de Tim Maia já naquela época. Por que demorou tanto a sair e qual sua análise final depois de concluído um projeto tão antigo?

NÉLSON MOTTA: Problemas judiciais e conflito entre herdeiros que disputavam o espólio do Tim Maia. Primeiro era preciso que a Justiça definisse quem era herdeiro. Quando decidiu que era o Carmelo Maia foi rápido, uma simples negociação comercial de direitos, com royalties e um adiantamento. Mas sem interferência no texto. No fim, foi ótimo todo esse "atraso", porque nesses 7 anos escrevi 5 livros, sendo 3 de ficção, e ganhei musculatura e fôlego para escrever essa biografia. Com certeza, está melhor do que poderia estar se escrita em 1999 ...

BM: A guinada que você deu há alguns anos, em direção à carreira de escritor, acabou te afastando da produção musical. Essa é uma escolha consciente ou, se fossem atividades conciliáveis, você seguiria exercendo as duas?

NM: É uma escolha natural para essa etapa de minha vida, principalmente pelas condições de trabalho: sozinho em casa, de short e chinelo, sem depender de nada nem de ninguem. Ou então viajando por praias maravilhosas com meu laptop. Ou para cidades incríveis. Escrever livros se pode fazer em qualquer lugar. Com internet e Google então... Não sei onde começa o trabalho ou o lazer. Produção musical envolve estúdios (que detesto), músicos (às vezes muitos), cantores, técnicos, muita gente envolvida, muitas vontades e desejos para harmonizar. Como produtor musical me coloco a serviço do artista como um samurai, abro mão até de meu gosto pessoal em favor do que for melhor para o artista. No livro, não penso em ninguém, nem em mim mesmo... hahahaha

BM: Há uma pesquisa profunda em que se baseia o livro, mas há poucos depoimentos abertos, poucas aspas. Em não se tratando de uma memória pessoal, e sim de uma biografia, você acha que isso aproxima a narrativa daquela de uma obra ficcional?

NM: Não queria fazer uma biografia "acadêmica", passaria facilmente de 1000 páginas e seria totalmente oposta ao estilo anárquico de Tim. O personagem é o sonho de qualquer ficcionista. Quem imaginaria um personagem como Tim Maia ? E quem acreditaria ? E no entanto, todo mundo no Brasil sabe que tudo é verdade quando se trata do auto-intitulado "rei dos doidões". Gostaria que o livro fosse lido com o prazer que se lê um romance estrelado por um personagem fabuloso e hilariante.

BM: Uma biografia escrita por um amigo corre o risco de ser parcial e não dar conta da complexidade do biografado. De que forma você administrou essa questão?

NM: Além de amigo, sempre fui fã do Tim, como artista e como personagem. Claro que o livro é parcial, usei só o "filé mignon" de suas histórias, o seu melhor e o seu pior. A grande caracteristica do Tim era o excesso, de talento, de volume, de peso, de grossura, de generosidade... Tudo era com ele era muito, muito tudo! Então, quando ele era mau... era péssimo. Isto tudo está lá, não escondi nada, mas não tive a pretensão de fazer um levantamento completo de sua vida. Mas em relação à sua obra, mergulhei fundo: a discografia é analisada em profundidade, o seu processo de criação e produção, a importância de sua obra e seu estilo.

BM: O livro cita, mas não aprofunda, algumas das questões mais polêmicas em que Tim se envolveu, nem tampouco os momentos de maior depressão. A intenção era preservar a memória festiva e divertida?

NM: Acho que tem muitos momentos de tristeza, raiva e depressão, constantes na vida do Tim. Não o poupei, ele odiaria. Ele se orgulhava de ser como era, escancarava tudo em entrevistas, levava sua vida privada a público. Mas é claro que a sua memória festiva é a grande marca de sua vida pública, que o fez querido do povo e da elite, no Brasil inteiro. Como ele dizia, para explicar o segredo de seu sucesso: metade de minhas músicas é esquenta suvaco e metade mela-cueca. O livro segue a receita. Todos os pontos altos - e os mais baixos - da carreira e da vida do Tim estão em "Vale tudo". O que eu não quis foi entrar em detalhes e me aprofundar no capítulo final, desde que ele passou mal no show de Niterói, passou a semana no CTI e morreu. Só contei o básico, indispensável para o registro histórico. Mesmo assim sofri bastante, levei um mês para escrever uma página resumindo tudo, sem deixar nada de fundamental de fora.

BM: Seria possível se fazer um estudo mais formal, nos moldes acadêmicos, sobre um personagem como Tim Maia?

NM: O cara precisaria ser mais louco que o Tim Maia pra fazer uma tese acadêmica sobre ele, né ? Mas seria divertidíssimo ver uma tese de um semiótico da USP, naquela linguagem deles, sobre o Tim Maia... hahahaha... O Tim Maia não cabe em cânones ou categorias... Tim Maia, como personagem real ou de ficção, tem poucos paralelos na literatura brasileira. Macunaíma, por exemplo, não tem bala pra ser motorista do Tim Maia...hahahaha

BM: Bordões, neologismos, filosofias de botequim... O frasista Tim Maia aparece o tempo todo no livro. Qual era a principal característica do raciocínio dele?

NM: A rapidez, a inteligência, o humor e o timing: a frase certa no momento exato, virtude dos grande comediantes. E não respeitava hierarquias ou instituições, era politicamente incorretíssimo, totalmente anárquico.

BM: Tim Maia não pegou o auge da mídia de celebridades, nem do intenso revival que atravessa a música brasileira hoje. Como você acha que ele veria este atual momento e o que ele teria condições de fazer hoje que era impossível naquele tempo?

NM: É impossivel imaginar o Tim hoje. Se ele estivesse como nos seus últimos meses, seria uma tristeza, acho que não melhoraria em nada a situação dele, que era o final de um processo pessoal. Agora, se o Tim Maia, com 40 anos, estourando de vigor e criatividade, vivesse com esses confortos tecnológicos, a conversa seria outra. O Tim foi um dos primeirissimos artistas brasileiros a ter uma faixa interativa nos seus discos, ainda em 1996.

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Vale visitar o bom site do livro, com o áudio em streaming de todas as músicas citadas no livro.